"Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto, hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver”.
(Dalai Lama)


Mostrando postagens com marcador Etiqueta. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Etiqueta. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Restaurante Japonês - parte II

Chás Japoneses

Vindo da China, o chá chegou ao Japão pelas mãos dos monges budistas há 1200 anos. O oolong era o tipo mais comum e suas folhas eram ligeiramente fermentadas, caracterizando-o como um meio termo entre o chá verde e o chá preto.

No início, a bebida tornou-se objeto de luxo dos senhores abastados. Mesmo assim, quase foi extinta por conta do pouco entusiasmo dos japoneses por seu gosto e aroma. Com o passar dos anos, os japoneses passaram a produzir seu próprio chá. A etapa da fermentação foi eliminada do processo e as folhas, logo depois de colhidas, passavam pelo vapor apenas por alguns segundos. O resultado foi um chá de cor verde intensa e de sabor e aroma frescos.

Para os japoneses, o chá é muito mais do que um digestivo poderoso. A bebida é tão importante que o dia 1º de maio está reservado para comemorar a primeira colheita do sincha, o broto de folhas tenras dos quais se faz o chá verde japonês mais consumido no país. As folhas novas e tenras resultam numa infusão de sabor suave e meio adocicada.

Além disso, a tradicional cerimônia do chá - chamada de sadô ou chanoyu, no Japão - tornou-se uma espécie de filosofia de vida para os nipônicos. O clima de ostentação que caracterizava o ritual foi aos poucos se transformando e, a partir do século 16, a cerimônia do chá assume um perfil simples e intimista.

Consome-se, no Japão, mais de 8 tipos diferentes de chás. Mas a preferência fica mesmo com o chá verde. Quente ou fria, a bebida nunca leva açúcar. Confira os mais famosos.

Sencha: representa 85% da produção de chá do país. De gosto firme e equilibrado, cor verde e bem perfumado, é ideal para ser bebido como o cafezinho no Brasil, a qualquer hora.

Bancha: é o chá mais popular e que, antigamente, era feito com folhas menos tenras. Atualmente, tem chamado a atenção porque sua maior exposição ao sol produz uma bebida muito mais rica em catechin - polifenol que tem a virtude de reduzir o colesterol "ruim".


Genmaicha: misturando um pouco de grãos integrais de arroz torrado (o gemmai, semelhante a uma pipoca) ao bancha, o chá verde ganha gosto e cheiro agradáveis de cereal grelhado.


Houjicha: também conhecido como kukicha, é extraído dos talos e dos caules, que são torrados e dão à bebida um gosto fresco e saboroso. Consumido por idosos e crianças pelo fato de não conter cafeína, é gostoso também gelado para matar a sede no verão.

Gyokuro: é chamado de "jóia do chá verde" porque além de seus brotos serem colhidos à mão, eles são cobertos com uma rede escura que protege as folhas da superexposição ao sol. O resultado é um chá extremamente aromático, menos amargo e com traços adocicados. Como exige muita mão-de-obra, ele custa bem mais caro que os outros e é consumido apenas em ocasiões especiais.

Matcha: o famoso chá de cerimônia é diferente dos demais. Não se faz uma infusão, mas utiliza-se toda a folha. As folhas do sencha são passadas por um moedor de pedra, transformando-se em um finíssimo pó verde, o matcha. Extremante amargo, ele é misturado à água quente e imediatamente batido (com um batedor de bambu), resultando em um chá espumoso e cremoso.

Extraído de:

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Restaurante Japonês - parte I

Etiqueta para comer
Dicas para não cometer gafes em um restaurante japonês

Tomar missoshiru (sopa de soja) com colher, gesticular com o hashi na mão, arrastar a molheira, espetar o hashi no arroz ou cortar os sushis. Comer com talheres e entrar de sapatos no tatame, então, nem pensar. Essas pequenas gafes passam despercebidas numa refeição informal. Mas, se a regra for respeitar a tradição japonesa, os deslizes chamam a atenção. No Brasil, essas formalidades se tornaram flexíveis. De um jeito ou de outro, é sempre bom conhecer os costumes de cada povo e fazer bonito na mesa, seja ela qual for. Seguem algumas dicas para manter a etiqueta.


A toalhinha
A toalha que o garçom traz logo que os clientes chegam à mesa é para limpar as mãos. Depois de esterilizá-las, é só colocar a toalhinha sobre a mesa novamente, sem dobrá-la. No Japão, é hábito limpar a testa ou o rosto inteiro. No inverno, as toalhas devem ser quentes e, no verão, geladas.


Ordem dos pratos
Numa refeição simples não existe uma ordem exata para degustar os alimentos. Geralmente os japoneses começam pelo sashimi ou uma entrada leve. Também não há nada de errado em pedir uma entrada quente antes de comer sashimi. Durante a refeição é bom pedir chá verde e "preparar" o paladar para os pratos seguintes.


Molhos
Os molhos só devem ser utilizados com peixe cru. No caso do sushi, deve-se mergulhar a parte do peixe no shoyu e não o arroz. Os bons restaurantes fazem os sushis no tamanho certo para ser degustado de uma só vez. Lembre de colocar pouco molho no pratinho. O wasabi ou raiz-forte não pode ser diluído no shoyu e deve ser colocado nos peixes com a ponta do hashi.



"Palitinhos"
Nada de gesticular com o hashi nas mãos ou apontá-lo desordenadamente para qualquer direção. Chupar as pontinhas, então, nem pensar. O jeito certo de pegar o hashi é sempre do meio para cima e nunca na parte inferior porque dificulta o movimento. Além disso, não vale espetá-lo na vertical; na tradição japonesa, esse movimento pertence a um ritual religioso feito em referência aos mortos. O hashi sempre deve ser apoiado no suporte próprio, de preferência, paralelo ao corpo. Se não houver apoiador, faça um dobrando a própria embalagem do hashi. Podem-se comer sushis e espetinhos com as mãos. Os temakis são degustados com a mão. Recomenda-se dobrar a pontinha do cone e colocar pouco shoyu.


Sopas e caldos
Para tomar o missoshiro, leva-se o recipiente com as duas mãos até a boca. No caso do lamen e do udon, que possuem ingredientes sólidos como o tofu, os hashis podem auxiliar. Para os japoneses, o barulho na hora de degustar sopas e caldos não significa falta de educação. O caldo do lamen pode ser tomado com uma colher própria, que já vem junto com o prato.


Saquê
O massu é aquele recipiente quadrado usado para o saquê frio e o tyoko é o recipiente para o saquê quente. Eles devem ser segurados com as duas mãos. Se o massu vier acompanhado por um pires, erga somente o massu.

Comer peixe
Geralmente os peixes têm a posta bem solta. É só escavá-la com o hashi. Nunca segure um hashi em cada mão, é desnecessário.


Extraído de:
http://www.guiadasemana.com.br/Yahoo/centenarioimigracaojaponesa/culinaria.htm